Do Neoliberalismo ao Fascismo

Do Neoliberalismo ao Fascismo por João Bourscheid
Do Neoliberalismo ao Fascismo por João Bourscheid

Do Neoliberalismo ao Fascismo

Todos os fenômenos Sociais e Naturais tem suas transições. O neoliberalismo, nascido por intermédio da Crise do Capital nos anos 70, operou em vários países de maneira diferente, usurpando direitos e conquistas dos trabalhadores. Essa ação da burguesia imperialista, contra inclusive os trabalhadores de seus países, tem significado histórico, ou seja, a decadência da resistência revolucionária no mundo, com o retrocesso Soviético. Com segurança, a burguesia imperialista emplacava golpes em cima de golpes, aos direitos dos trabalhadores. O consenso de Washington era a cara destes ataques.

É claro que este caminho, foi diferenciado em cada País, que dependia do grau de resistência da classe operária e do proletariado em geral. A transição da URSS do Socialismo para o Capitalismo completou-se em 1990. Neste período em diante, estava aberto as portas da retirada de direitos oficialmente no mundo todo, embora essa ação neoliberal já se efetivava bem antes em vários países. Nos anos de 1990, o Neoliberalismo abriu as cancelas das economias mais ou menos estatizadas. No Brasil, os governos de Collor e FHC, foram referências destes ataques, com medidas de arrocho salarial e entrega do patrimônio Público aos grupos monopolistas privados, foi uma aberração. O povo juntamente com as lideranças de esquerda resistiram, e na América do Sul como um todo, levantaram-se contra essa ofensiva. Esse levante no entanto, permaneceu amarrado apenas numa relação institucional, eleitoral. Avanços deram-se apenas, no campo burguês econômico, não alterando mudanças mais ou menos profundas na ordem política.

A partir de 2007 e 2008, a crise do Neoliberalismo atinge novamente o centro do Imperialismo, principalmente os EUA. O capital fictício desaba, as bolsas do mundo inteiro entram em colapso. Os EUA e todos os bancos e sistemas financeiro institucionais, operavam com mentiras em relação as suas contas. Falsificações de ganhos, de empresas saudáveis e superavitárias eram, na verdade, deficitárias. Em outras palavras, eram empresas que corrompiam umas as outras, empresas fantoches, coisas próprias do sistema capitalistas. Corrompidas e corruptores do mundo inteiro. E, quando a avalanche vem, quem paga o preço novamente são aqueles que produzem as riquezas. Mas, qual é a saída política? Uma vez que o Neoliberalismo já fora aplicado e possibilitado grandes lucros as grandes empresas monopolistas, e mesmo assim entraram em decadência? O que resta para o sistema? Ante o levante dos povos, o Fascismo torna-se peça fundamental para a burguesia em crise profunda.

O Neoliberalismo e sua transição, levou praticamente uns 30 anos, dependendo o estágio da luta de classes em diversos países, evoluiu com rapidez ou com dificuldades. No caso da América do Sul, com rapidez no primeiro momento, depois com a desgraça dos governos Neoliberais, houve uma retomada de governos populares de esquerda. Avanços econômicos para o trabalhador, não significaram avanços políticos de um modo geral nesses países da América do sul, com exceção apenas para a Venezuela.

O ciclo de governos populares e de esquerda nesta parte do continente americano, parece ter se esgotado, visto que, diante da crise do Capital que não para de se aprofundar, o ataque as economias começado a quase 30 anos atrás, tendo uma trégua por uma década e pouco, retoma agora em um novo patamar. A direita antes derrotada nos seus famigerados golpes militares na América, agora aparece de cara nova, para atacar as conquistas dos trabalhadores e principalmente, retroceder no campo político as conquistas democráticas. O golpe no Brasil e a eleição da direita na Argentina, são os exemplos mais claro desta investida imperialista.

Entendemos que, o Neoliberalismo não eliminou a crise do Capital, pelo contrário, aprofundou-se ainda mais. O desespero parece não dar trégua aos capitalistas, que na eminência do “feiticeiro que não consegue conter o seu feitiço”, retomam em grau mais elevado, todas as mazelas do sistema, tais como: O saque abertamente de nações inteiras; a venda de armas de todos os tipos para massacres entre povos; de ações golpistas comandadas pelo império; com alternativas de unir grandes blocos para massacrar os povos; com tentativas de governos cada vez mais fascistas assumirem o poder com discurso de descriminação à pobreza e aos outros povos (Tramp – candidato dos EUA é um exemplo, bem como a extrema direita na França e Inglaterra); as vertentes terroristas criadas pelos próprios imperialistas para atacar e amedrontar o povo e lideranças políticas; a ideologia fascista tornando discurso base da classe média e atingindo parcela dos trabalhadores, que não encontram alternativas de classe. Vai ficando claro que a guerra imperialista é apenas uma questão de tempo, pois a transformação da política por outros meios, já se faz presente no discurso, na preparação prática militar ( ex: Japão, Inglaterra, Alemanha – que mudaram leis para se armarem para grandes embates), na campanha terrorista de agressão ao mundo e com os ataques dos impérios na liquidação de vários países. – O aniquilamento e destruição em massa das forças produtivas, constitui-se a lei mais forte para a salvação capitalista, como já escrevera Marx.

Esse é o perigo que se avizinha. Do neoliberalismo ao Fascismo. Por isso as lideranças democráticas, progressistas, de esquerda e populares, devem se manter unidas, na luta contra o fascismo, contra os golpistas de plantão. Porque a unidade popular contra o fascismo, é o conteúdo necessário para qual o fascismo tem dificuldade de lutar, pois mantém erguida a bandeira Democrática, Popular e com perspectiva Socialista, pois é com base nestas lutas, sob direção revolucionária, que se abrirá a alternativa que almejamos. Por isso nossas palavras de ordem são: Unir, resistir e lutar contra os ataques da direita fascista em nosso País, aliada e subordinada ao imperialismo Ianque.

Todos na luta para derrotar o golpe.

Unidade e luta contra os fascistas.