Conjuntura de Crise, Golpes, desgraças para o povo, mas também de avanços revolucionários

A conjuntura, não reflete uma situação diferenciada, em relação ao aprofundamento da crise econômica. A questão colocada é: há possibilidade de saída da crise sem uma grande guerra mundial? Com extermínios violentos de grande parte das forças produtivas? Pode portanto ter continuidade a um longo período de depressão, com grande parte dos países se deteriorando, aprofundando a fome e a miséria, a desgraça humana, sendo que nos países centrais do imperialismo, permaneça uma condição de um bem estar relativo para aquelas populações?

A volta dos dois mundos: O primeiro mundo, de países imperialistas e o terceiro mundo com os países explorados ao extremo. Como se referia o Lênin, as grandes potências vivendo sob o corte de Cupons. Se assim fosse, segue Lenin, a luta de classes estaria dada para sempre, se a indignação e o aceite dos povos fosse esse. Também, estaria morto o Marxismo, porque, por mais que esses países possam explorar o mundo, mesmo assim, haveria crise profunda em seus países, visto que, a tendência a queda da produção de mais valia, ou da massa iria inevitavelmente ocorrer. E mais uma coisa, que o Kautsky não entendeu, que mesmo sob o domínio do monopólio, a concorrência continua a aparecer, mesmo com tendência secundária, isso significa que a luta entre monopólios e logicamente entre imperialistas, ocorreria inevitavelmente. Além do mais, os próprios trabalhadores destes países imperialistas, seriam afetados por todas essas tendências do Capital.

O que muitos propõe nessa perspectiva, não é capitalismo, pois como ressaltou Marx, a essência do Capitalismo, não é a manutenção dos pobres produzindo para os ricos, ou a produção de mercadorias que possam ser trocadas por ramos de produção, isto é, que o povo produza para os ricos, mas sim a produção de mais valia. Ao diminuir a produção, os capitalistas já entram em luta, dividem-se, começando a quebrar a sua unidade. Essa sua unidade quebrada é benéfica para o proletariado poder avançar. Essa luta entre a própria burguesia, demostra que o interesse é a mais valia e não os valores de uso, pois se assim fosse, não existiria a crise para eles.

A burguesia não tem pátria? Diferente do proletariado, a burguesia tem pátria. Quem tem riqueza, tem medo de perde-la. Precisa estar ancorada em algo seguro. E o que pode dar a segurança maior do que um Estado que defenda a sua riqueza. A confiança em seu Estado, é a confiança que a burguesia tem de manutenção de sua riqueza. O investimento nas bolsas, pode de uma hora para outra um burguês perder milhões; a terra pode ser ocupada ou desapropriada, o ouro pode não valer muita coisa se não é aceito como Capital; o dinheiro de papel pode desvalorizar imediatamente, a indústria pode paralisar e não conseguir mais produzir, mas todas essas coisas pode ser uma grande segurança, desde que eu tenha um Estado que lute e faça qualquer coisa para que eu não perca essa riqueza. Principalmente aquele Estado que se impões para fazer com que a riqueza dos Juros continue a engrossar o bolso dos capitalistas financeiros, que é a parte centralizada da concentração capitalista.

Nesse sentido, a burguesia financeira está muito contente com o Temer. O povo brasileiro vai despachar em mais valia, milhões aos cofres dos grandes monopólios do dinheiro. Se passar a previdência, ainda mais a garantia de manter este governo. Basicamente, é preciso lutar contra estes ataques econômicos, mas é imprescindível que o Partido revolucionário cresça, e crescerá tomando a dianteira da luta contra o golpe e pelo fora Temer.

Os ataques do imperialismo a todas as nações, visando a retirada de direitos dos trabalhadores, assistência Social, roubo de terras e riquezas minerais, como um processo de nova colonização, pós a Segunda Guerra Mundial, demonstra algumas coisas: O imperialismo se sente bem a vontade diante de uma conjuntura de ofensiva à classe trabalhadora, pois ideologicamente o proletariado está na defensiva, visto a queda do Socialismo na URSS e no Leste Europeu. Segundo, os partidos Revolucionários, são apenas algumas pequenas organizações, sendo que os Partidos tipo Sociais Democratas, quando muito, dominam a luta contra as burguesias locais, portanto são na verdade organizações pequeno burguesas, que no máximo buscam uma melhoria economicista para o povo. Em essência, lutam ao lado da burguesia no plano ideológico e econômico e Político. Terceiro, dada a crise, a luta interimperialista está aberta, para o domínio e controle das fontes de exploração de mais valia direta e indiretamente, de mercados, de governos logicamente, pois em última análise eles que garantirão para que as contradições geradas sejam sufocadas. Quarto, é exatamente nesses períodos que está aberta as épocas das revoluções. Que país tomará a frente, que proletariado vai se impor para levar essa guerra econômica e de classes as últimas consequências (revolução), que Partido de que País saberá transformar essa luta econômica em uma luta política á altura das necessidades da classe operária.

Por isso, é preciso saudar a posição do povo Venezuelano, que busca um caminho soberano ao imperialismo, elegendo uma constituição democrática para levar adiante, o caminho da meia revolução ocorrida na época de tentativa do Golpe no governo de Hugo Chaves. As forças que condenam esse caminho, falando de democracia, falam em nome do Imperialismo, das mesmas forças que deram e aprofundam o golpe no Brasil, pois todas essas forças condenam o caminho da Venezuela. Isso demonstra que, mesmo um pequeno País como a Venezuela, ao tomar o caminho de não baixar a cabeça frente ao imperialismo, faz a diferença na luta de classes. As Oligarquias da América do Sul tem de ser varridas de nosso continente, pois historicamente sempre estiveram a disposição dos interesses dos colonizadores, aliadas incontestes do Imperialismo Ianque.

Fora Imperialismo da América.

Viva a eleição da Constituinte na Venezuela.

Abaixo o golpe no Brasil.

Fora Temer.