Prá “Montanha” (luta contra o golpe), não parir um rato.

Dois momentos diferenciados de nossa ação e que ao mesmo tempo são dependentes um do outro. Primeiro a luta contra o golpe e segundo a desobediência civil e a radicalidade de ação para que a luta contra o golpe não fique na retorica e não dê perspectiva aos oportunistas mas sim abra caminhas para o proletariado avançar.

Primeiro: A luta contra o golpe.

Em todas as grandes ações de classe, como no caso em relação ao golpe, a participação das massas na derrocada do mesmo, é uma necessidade. Caminhar sob este rumo, é o que nos permite não cometer grandes erros em nossa ação. Achar meios que a grande massa possa participar, e nessa participação politizar a mesma, é o caminho a ser trabalhado. Na concepção, ”Contra o Golpe, Fora Temer e eleições diretas já”, temos um caminho. “Contra o golpe, Fora Temer, anulação do impeachment”, com a retomada do governo pela presidenta Dilma, também temos um plano de luta. Pelo andar da carruagem, parece que nem uma nem outra se viabilizarão, dada a força e as perspectivas do golpe.

No entanto, as duas concepções se voltam, para as questões do golpe, defendem o Fora Temer e mais do que nunca fazem a luta de resistência contra o golpe. Esta é a ação política desenvolvida pelos movimentos na atual conjuntura de enfrentamento ao golpe. Do ponto de vista econômico, aliam-se estas ações, contra as Reformas Neoliberais do governo Golpista. Além, destas duas proposições, já se manifestam claramente as tendências, pelas eleições de 2018. Embora as táticas políticas sejam diferenciadas, são no campo institucional onde elas tentam se viabilizar. No entanto, entendo que, se ambas pensarem, diante das circunstâncias estabelecidas, em voltar ao que era antes, o fracasso da luta será eminente. Pois, diante de uma luta aberta de classes, com a intervenção direta do Imperialismo americano, dos retrocessos econômico que a direita vem causando ao povo em seus direitos, pensar em retomar o que era antes, é uma luta fracassada, não tenhamos a menor dúvida, seja qual for a tática à implementar.

A crise do Capital é um marco em nossa conjuntura, é uma crise sistêmica. A intervenção aberta do imperialismo e da burguesia pró imperialista brasileira contra o povo do nosso País, idem. Abriu-se portanto, uma época de retrocesso histórico das conquistas populares, com perspectivas de linchamento político dos Partidos populares e lideranças de esquerda. Se não for pensado em enfrentar essa situação, de várias formas táticas e que levem as grandes massas a abraçar a luta contra o golpe, fica difícil de fazer esta luta.

Segundo: Desobediência civil e a radicalidade de ação para não parir o rato.

Da mesma forma, fazer isso, com a intenção de fixar a ação na retomada do que existia, as táticas estão por si só, inviabilizadas, pois, a condução da normalidade econômica e política, não fazem mais parte desde momento no País. Entender isso, é meio caminho andado.

A concepção geral de enfrentamento na luta contra o golpe, mesmo no campo institucional, devem ser vistas como alternativas, na perspectivas de atrair em todas elas, a massa para a luta. No entanto, é no segundo ponto, que devem ser unificadas essas lutas, isto é, no propósito dos objetivos que se quer atingir essa luta, isto é, na sua radicalidade. Por conta do imperialismo e da direita fascista que se proviu o golpe, logicamente, sob a própria crise em que o Capital está submetido. Mas essa crise, também colocou outra necessidade de luta de classes, de consciência ás massas, isto é, que buscar dar migalhas economicistas pelo estado burguês, não devem e não podem mais ser o ideal. E se quisermos fazer disso a luta atual, as dimensões que estamos estabelecendo para a luta de Classes no momento, nada mais são do que ilusões, em outras palavras, Oportunistas.

A montanha pariu um rato já dizia Marx nos 18 de brumários de Luis Bonaparte, e as lutas de classe abertas em nosso país, pariram tantos ratos quanto. No mais recente, o golpe de 1964, que a luta brava de nossa gente, ao enfrentamento de torturas, massacre econômico, regressão ideológica, em seu final, não foi além de uma democracia neoliberal, que teve Sarnei, Collor, FHC num primeiro momento, tendo em seguida, um avanço um pouco mais democrático ( 14 anos depois da queda da ditadura militar ), com governos populares de Lula e Dilma. Se no atual golpe, não tivermos em conta as perspectivas que a luta de classes atual impõe e o que ela tem a nos oferecer de avanços históricos, nunca tomaremos os céus de assalto. E, uma classe revolucionária que não almeja isso, nem mesmo os seus representantes mais esclarecidos, então, defendem em essência, nada mais e nada menos que , o Oportunismo.

O oportunismo, sempre na luta de classes, diminui o alcance da classe operária, e faz isso de várias matizes, isto é, sob que a hora ainda não é essa; que as forças produtivas ainda não estão desenvolvidas o suficiente; que não existe consciência popular; que o grande caminho é a restauração da democracia burguesa; que inúmeras Reformas ainda são necessárias até que tenhamos condições de buscar uma mudanças profundas, etc… Se quisermos derrotar o golpe, do ponto de vista popular, é preciso pensar que poder político se colocará no lugar.

A democracia burguesa não pode ser uma única opção, aliás, não deveria ser a opção, pois é nesta democracia que se faz representada o golpe. O golpe, seja o atual e o de 1964, tendo os militares no comando, fazem parte da democracia burguesa, que em crise, tenta usar os vários instrumentos para conter as perspectivas populares que luta na perspectiva de transformação daquela democracia, não só no campo das “liberdades de organização”, mas também nos avanços econômicos. A democracia burguesa, ignora o acesso as condições econômicas superiores. Nessas, em suas perspectivas, o povo não pode ter muita liberdade, nem muita democracia. Nessa luta, de classes aberta, os lutadores devem ter em conta que, no mesmo grau que a burguesia impõe retrocessos, visto a necessidade de crise do Capital, deve-se buscar, como necessidades opostas para a saída da crise, as oportunidades que a luta de classes permite ao proletariado avançar.

Assim, não se derrubará efetivamente o golpe sem amplitude na tática e radicalidade de ação tendo por base a desobediência Civil, e só terá sucesso essa luta ou essas ações, quanto menor for as ilusões que se tiver na restauração das condições anteriores ao golpe. É a desobediência Civil e a radicalidade de ação, que impõe à luta de classes, os únicos argumentos que materializam as práticas de nossa sobrevivência política. Não haverá trégua por parte dos golpistas, e não poderá haver trégua para as nossas mobilizações e ações contra esses ataques. O seu limite e sua intensidade, a própria luta de classes ditará, no entanto, em luta de classes aberta, isto é, em uma guerra civil, a política caminha por novos meios. Portanto, se estamos na perspectiva de que um rato pode ser um bom resultado na luta contra o golpe, é porque a história ainda não nos ensinou muita coisa, e as ilusões na democracia burguesa ainda prosperam em nossa meio.

– Contra o Golpe, Fora Temer, Eleições diretas já.

– Contra as reformas Neoliberais.

– Unidade popular.

– Greve geral, desobediência Civil.

– Povo na rua para derrotar o Golpe.

– Fora o imperialismo Ianque da América Latina.