DESOBEDIÊNCIA CIVIL CONTRA O GOLPE

Desobediência civil contra o golpe
Desobediência civil contra o golpe

O Executivo do Estado brasileiro foi ocupado por um golpe executado pela direita Fascista. Não é a primeira vez que isso acontece em nossa história, a mais recente, 1964 com o plano Condor, que levou em toda a América do Sul, a implantação de ditaduras Fascistas militares. Na atualidade, também o plano é a extensão do golpe para toda essa parte do Continente Americano, visto que, a intervenção na Venezuela é denunciada a todo instante pelo seu presidente, as mentiras deslavadas contra o presidente Boliviano Evo Morales, e os ataques a ex. presidenta da Argentina Cristina kirchner, tem como alvo, atacar e desmoralizar lideranças e projetos, que tenham uma perspectiva popular, democrática e progressista.

Além do executivo, o Congresso Nacional e o Senado, estão destinados a levar até as últimas consequências as determinações da direita fascista e do imperialismo ianque. No que tange, os ataques econômicos, a ideia e levar até as últimas consequências, isto é, por fim as conquistas trabalhistas, salário mínimo digno, fim da aposentadoria para o trabalhador, aumento da jornada de trabalho, aumento na contribuição da receita federal pelo povo, limite do acesso a educação e saúde pública etc… É um golpe com as dimensões que a crise sistêmica do Capital necessita.

E um Judiciário que, sob essa mesma orientação, rasga a constituição, e dá o envolto necessário para o aprofundamento do golpe ou tomando a dianteira quando este encontra problemas para seguir adiante nos outros poderes. Assim, a cada dia um novo ataque é feito ao povo brasileiro em alguma esfera da luta de classe, seja de ordem política, econômica ou ideológica.

As consequências deste golpe no campo econômico já começam a se refletir abertamente no desemprego, na diminuição do salários mínimo, na entrega de todo o patrimônio Estatal ao grande monopólio Internacional e a iniciativa privada, a quebra do banco do Brasil e da Caixa econômica Federal, o fim dos projetos de casas populares, de bolsas de estudo e de bolsas famílias, etc…, e agora com o início das Reformas da Previdência e trabalhistas. Porém, cabe denunciar aqui, que as consequências mais graves ainda estão para vir, que é os ataques na área política, que visa desmontar com a capacidade de luta do trabalhador, em reagir contra o golpe. A prisão de dirigentes políticos de esquerda ampliada, fechamento de Partidos populares, ataques a organização sindical, entidades estudantis e populares, tem o sentido de fazer com que o golpe sobreviva a uma longa jornada.

Diante destes ataques unificados pelos três poderes do Estado, e principalmente pelo judiciário, ao qual o STF tem o comando supremo, e que age de forma política, nós do PC não vemos outra alternativa do que a Desobediência Civil contra o golpe, ou seja, o povo não aceitar essa situação e lutar de todas as formas contra o golpe. Os movimentos democráticos, progressistas e populares devem ganhar as ruas, chamar greves gerais, paralisações, ações mais amplas e radicalizadas, para impedir o prosseguimento do golpe.

A institucionalidade está comprometida após o golpe, sendo que a Desobediência Civil, é a alternativa que tem o movimento popular, para ganhar aliados e caminhar para desmascarar os mentores e defensores do golpe, neutralizar as forças que por hora se encontram no apoio do golpe, chamar novos lutadores para essa grande tarefa política, e unir os partidos de esquerda, democráticos e populares nas praças e nas ruas, em um grande movimento para derrotar o golpe.

Contra o Golpe, Fora Temer e Povo na rua para derrotar o golpe.