Editorial: UNIR RESISTIR E LUTAR!

UNIR RESISTIR E LUTAR

Quando o Presidente Fernando Lugo do Paraguai, ou Manoel Zelaya de Honduras foram depostos, muitos setores democráticos e mesmo de esquerda em nosso País, ficaram inertes e até defenderam a “neutralidade” do governo brasileiro, visto que aqueles países não passariam de” republiquetas”. Como se a burguesia de cá fosse mais “moderna” e que o Brasil seria mais democrático.

Neste golpe sofrido pelo Povo brasileiro ficou claro que: golpe é golpe, que a burguesia de cá e a burguesia de lá, tem comando; e quem comanda é o imperialismo yankee. Cai por terra as teses de que “todos são iguais perante a lei”; que “a Constituição é a lei maior”, essas balelas de “igualdade entre os poderes”, isenção ou imparcialidade da chamada “suprema corte” (STF). Supremo Tribunal que diz ser o guardião da constituição…. A Constituição que eles dizem defender, só pode ser a constituição norte americana, fundamentada na doutrina Monroe – “a América para os norte-americanos”.

Outra crença propalada, por alguns papagaios, é de que a democracia, tem um valor universal e de que vivemos em um Estado democrático, primeiro: Democracia tem valor histórico e de classes, segundo; o Brasil é democrático para a burguesia e antidemocrático para o Povo Trabalhador. As instituições funcionam para satisfazer os interesses da burguesia capitalista.

“Os homens sempre foram, em política, vítimas ingênuas do engano dos outros e do próprio e continuarão a sê-lo enquanto não aprendem a descobrir por trás de todas as frases, declarações e promessas morais, religiosas, políticas e sociais, os interesses de uma ou de outra classe. Os partidários de reformas e melhoramentos ver-se-ão sempre enganados pelos defensores do velho, enquanto não compreenderem que toda a instituição velha, por mais bárbara e apodrecida que pareça, se mantém pela força de umas ou de outras classes dominantes. E para vencer a resistência dessas classes só há um meio: encontrar na própria sociedade que nos rodeia, educar e organizar para a luta, os elementos que possam – e, pela sua situação social, devam – formar a força capaz de varrer o velho e criar o novo.” ¹

Marx no Manifesto Comunista, assevera que a história da humanidade é pois a história da luta de classes e o Estado nada mais é do que um comitê para gerir os negócios da classe dominante.

A resistência ao golpe tem sido modesta frente as possibilidades. Não pode haver resignação frente a investida fascista. Faz-se necessário uma pressão das bases nas lideranças, para que possamos colocar o Povo nas ruas em todo o Brasil, em um Movimento de Desobediência Civil, com a perspectiva da construção de uma greve geral.

– Na Luta contra o Golpe fascista
– Fora Temer Golpista
– Pela Unidade dos Trabalhadores
– VIVA O PARTIDO COMUNISTA

1- Três Fontes Constitutivas do Marxismo – Lenin